Levantamento feito pelo Centro de Pesquisa e Análise da Informação do Secovi Rio (Cepai), baseado em valores de imóveis ofertados para venda e locação, na capital, em março, revela: famílias da classe C, ou seja, com renda mensal entre 4 e 10 salários mínimos (R$ 2.040,00 a R$ 5.100,00), segundo critério do IBGE, não possuem capacidade financeira para alugar imóveis nos bairros da Zona Sul do Rio, os mais desejados da cidade.
A Pesquisa de Orçamentos Familiares do Instituto aponta que as famílias formadas por casal e filhos gastam cerca de 27% de seu orçamento, ou seja, (R$ 550,00 a R$ 1.377,00) com habitação (aluguel e condomínio).
As opções de locação, portanto, ficam limitadas a apartamentos de até 2 quartos, em bairros como Bangu, Centro, Ilha do Governador, Inhaúma, Irajá, Jacarepaguá, Madureira, Méier, Ramos, São Cristóvão, Tijuca e Vila Isabel. As unidades de 1 quarto com aluguéis mais baratos, sem considerar o condomínio, encontram-se em Inhaúma (R$ 359,00), Bangu (R$ 386,00) e Irajá (R$ 397,00). Já os mais caros ficam na Tijuca (R$ 602,00), Centro (R$ 548,00) e Vila Isabel (R$ 526,00).
Para os apartamentos de 2 quartos, os preços mais acessíveis são registrados em Bangu (R$ 463,00), Inhaúma (R$ 468,00) e Madureira (R$ 483,00). Os mais caros continuam sendo Tijuca (R$ 791,00), Centro (R$ 717,00) e Vila Isabel (R$ 673,00).
Quanto falta para chegar na Zona Sul?
De acordo com os dados do Cepai, os bairros da Zona Sul mais acessíveis são Flamengo e Laranjeiras, onde os preços médios de aluguéis dos apartamentos de 1 quarto custam, respectivamente, R$ 1.038,00 e R$ 1.046,00. Considerando que os condomínios nesses bairros custam, em média, R$ 268,00 e R$ 295,00, os gastos ficariam em R$ 1.306,00 (Flamengo) e R$ 1.341,00 (Laranjeiras). Isso quer dizer: para migrar do subúrbio rumo à tão sonhada Zona Sul, uma família de classe C teria que passar à classe B (renda entre R$ 5.100,00 e R$ 10.200,00), o que significa um incremento de 150% na receita da casa.
Fonte: Secovi Rio
